28 de julho de 2010

A vida de ZÉ (parte I)


Adeus anos 70
Agora estamos no 2º ano do Octogésimo da era 1900
Pelos meus calculos passaram-se 270dias mais algumas horas
Pra mim uma eternidade e para alguém quem sabe um alívio
No lado de dentro a escuridão é algo de extrema naturalidade
O calor é algo para mim indispensável...Vê se me entendes!
Aqui sempre ouço a Voz do Criador e é Ele quem me dar forças
Do lado de fora não ouço carinho nem se quer um toque de SEJA BEM-VINDO!
Isto pra mim sôa como melancolia mas persisto talvez as paisagens mudem daqui a pouco
Eh...Acho que algo estar mudando
Pois já são:
11:00 da manha o clarão e me vejo no lado de fora
Respiro com dificuldade porém tomando o chôro
É o que dizem:
Esse cabra tem saúde! 
Não é surpresa mas nem todos em minha volta riem
Nem sei porquê
Talvez saber não valerá à pena
Agora estou nos braços não materno pois sei que mamãe não tem esse cheiro
Uma velha negra porém pobre em toda esfera humana me põe nos braços
Meneia a cabeça de insastifação entre susurros de insultos
Agora penso que tudo conspira contra mim
Percebo que melhor seria não ter chegado ao óvulo
Mas na minha rota não há volta
Finjo não ser comigo liberando um sorriso mas sou imperceptivel
Melhor é dormir amamentar nem pensar isto é coisa pra ovnis
Pasmem!
Não entendo nada daqui de fora mas meu instinto indica que existe uma tal de REJEIÇÃO
Estou agora longe dos que me viram chegar ao mundo
Estou num carro onde há um motorista,um cobrador e tres passageiros apenas
Há um passageiro no banco detrás com aparencia Anjelical
Se for Anjo é daqueles que vive o tempo toda na Zona de Guerra
ôpa! Espera aí! 
Sei que é um Anjo mesmo tendo uma aparencia feminina e sofrida
Meu pequenino coração bate dizendo que a cena daqui a pouco pode mudar!
Já que estou aqui eu tenho mesmo é que esperar...

acompanhe o desenrolar dos fatos em A VIDA DE ZÉ (parte II) em breve 

23 de julho de 2010

Descupa...Mas terás que escrever uma nova história

Deus reescreve a história minha
Não que a que tu escrevestes não me sirva mais
É que acabei me desviando da trilha que traçastes
E as cores do mundo insano acabaram me queimando a vista
A minha rebeldia rasgou teus planos
A minha incredulidade congelou minha fé
Minha auto-confiança me lançou na lona
Tua luz outrora um sol se escondeu na lua
Não tenho caneta
Não tenho papel
Não tenho giz
Apenas tenho um coração
Sei que podes escrever nele também
Como não tenho tinta usa pois o sangue do teu Filho
Para que eu possa entender teus escritos usa a mesma grafia que usastes no Horebe
Eu vou buscar
Eu vou tentar
Ser melhor que ontem
Ser quebrantado como agora
Esta pode ser minha nova história DEUS!

14 de julho de 2010

Tua esperança não morre jamais Senhor

Eis aí Deus aquela arvore
Arvore esta que ontem estava em tom de primavera
Onde suas folhagens me eram sombras
E os seus frutos me eram alimentos
O rio Tigre passava bem aqui por entre as raízes
O jardim me era como algo secreto um oásis seguro
O rio secou-se dinte do tornado de incredulidades
A poeira enegreceu o verde da primavera
E como do nada fizeste existir o tudo
Resta a mim a esperança de que esta arvore voltará a ser uma arvore verde
Há esperança para arvore que mesmo se cortada brotará com o cheiro das águas
Aguas que podem ser a chuva
Aguas que podem ser as lágrimas
Aguas que podem vir do teu Rio de amor
Tu és a Esperança que nunca morre
Tua esperança não morre jamais Senhor